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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Fechar de um bom capítulo

Às vezes temos de fechar capítulos das nossas vidas para o nosso bem.
Não é que não estivéssemos a gostar... Não é que não custe fechar esse capítulo... Mas há coisas que, por mais que gostemos, não nos iriam fazer bem.
Por isso, fechei os olhos e, muito sem vontade, fechei um capítulo.
Custou, mas sei que é o melhor para mim.
Não me preocupo, porque sei que irei abrir outro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Jogos e mistérios

Uma pessoa que goste de pessoas misteriosas não se apega muito a elas pois sabe que, nos seus jogos e mistérios, podem estar escondidas outras aventuras amorosas.
É o preço a pagar por um bom suspense.
Preço esse que eu não me importo de pagar.
Quem disse que também não sei ser misteriosa?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O teu cheiro

Há muito que não sinto cheiros,
E ontem não senti nenhum,
E hoje, ao acordar a teu lado,
Também não senti cheiro algum.

Foi só quando me afastei
Da tua cama quente e do teu beijo aventureiro
Que comecei a dar pela suave essência
Do teu aconchegador e belo cheiro.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Eu nunca te abracei... Mas já te beijei.
Eu nunca te admirei... Mas já te olhei.
Eu nunca te amei. Nem sequer gosto de ti. Ainda é muito cedo para isso.
Estou interessada por ti, sim, admito isso.
Mas ainda não te conheço. Não inteiramente...
Conheço os teus olhos castanhos, os teus beijos gulosos, o teu toque apressado...
Conheço, sobretudo o teu corpo.
A verdade é que não falamos muito...
Não que tu não queiras... Eu vejo-te a tentar.
Mas tu pareces-me demasiado parecido comigo... Não que isso seja uma coisa má.
És impulsivo. Determinado. Reservado.
Eu também quero conhecer-te e ter daquelas conversas como tivemos daquela primeira vez em que falámos...
Mas lá está, nem conseguimos manter o contacto visual por mais de dois segundos.
Somos dois estranhos a querer entrar na vida um do outro à força.
E começámos pelo lado mais fácil. Porque, digam o que disserem, o mais difícil de se conhecer de uma pessoa sempre foi a alma, a personalidade... O mais fácil de se conhecer é, e sempre será, o corpo.
Espero que isto dure algum tempo, mas receio que já nos condenámos à morte.
Por enquanto, estamos só a curtir a companhia um do outro... Mas receio que, quando as coisas começarem a ficar demasiado sentimentais, um de nós se afaste.
Bom, se isso acontecer, fico ao menos com a recordação do teu corpo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O teu ar de inocente

Se calhar estou a pensar demais...
Mas naquela noite, tu querias saber coisas sobre mim... Perguntaste-me sobre os meus hobbies, as minhas paixões,... Sobre o significado das minhas tatuagens, sobre os meus gostos musicais... Interessaste-te pela minha escrita e quiseste ler as minhas criações...
Não deixei que lesses, porque ainda não sei se és de confiança, apesar de te ter dado um pouco do que o meu corpo tem para te dar.
O teu beijo soube a carinho cheio de desejo.
Pareceste-me sempre interessado em agradar-me e isso fez-me estranhar-te.
Antes, parecias-me tão puto, tão inocente, tão... calado.
Fingiste muito bem, porque não és nada dos três.
És um bom actor e isso deixa-me um pouco mais desconfiada.
Estou confusa, porque não sei se foste verdadeiro ou se fingiste algumas partes... Daí não saber o que queres de mim.
No final da noite, beijá-mo-nos e tu encostaste a tua testa à minha, com os nossos narizes encostados um ao outro.
Começaste a dizer "gostei muito...", mas eu beijei-te e disse um "hum hum" afirmativo.
O nosso beijo começava a pedir sexo e tu voltaste a encostar a tua testa à minha e disseste que era melhor eu voltar para dentro, mas não resistimos a beijar-nos mais um pouco.
Eu reparei que tu também fechas os olhos enquanto me beijas.
Dizes que queres ver-me mais vezes... Mas para quê? Para te satisfazer? Para me conheceres melhor? ... Para ambas as coisas?
E agora, como é suposto agir quando estiver perto de ti?
Como é suposto cumprimentar-te? Um beijo em cada bochecha...? Ou nos teus lábios espantosamente suaves?
Não sei porquê, mas quando penso em ti, só me vem aquele teu ar inocente à cabeça... Só depois vejo o teu olhar sedutor, a tua pose sugestiva, o teu corpo musculado...
Só espero não me deixar enganar por esse teu ar de inocente.
Vou deixar as coisas andar e ver como tudo se encaixa daqui para a frente...

Noite Confusa

Não sei bem o que vejo em ti
Mas sei que estremeci
Naquela noite que ficou marcada
Como a primeira vez que te vi.

Ontem beijei-te
Mal apareceste à minha frente
Tu gostaste e
Disseste que foi surpreendente.

Não falaste muito
Mas deu para notar
Que no meio daquele desejo todo
Também me querias impressionar,
Conhecer mais de mim,
Saber dos meus sonhos e paixões,
E foi assim que me confundiste
Acerca das tuas intenções.

Porque enquanto eu te mordia
Tu beijavas-me imenso
E enquanto eu gemia
Tu olhavas-me em silêncio
Com aquele teu ar ingénuo
De falsa inocência,
Que me surpreendeu tanto
Que perdi a consciência.

Já vivi a minha quota parte
De aventuras destas,
Mas nenhuma me deixou
Tão confusa como esta.

Acabámos a noite a falar sobre mim,
Sobre gostos, receios e afins...
Disseste "gostei muito e quero repetir"
E eu beijei-te pr'a ver se parava de sorrir.

Hoje estou confusa
E não sei o que pensar.
Tenho mil e uma coisas
Que te queria perguntar,
Porque não sei bem o que queres de mim.
Acredita que nunca ninguém me fez sentir assim.

Porque é que depois de tudo
Ainda me pareces inocente?
Porque é que senti carinho
Naquele teu beijo ardente?
Será que é de mim
Ou tu querias-me agradar?
Será que vais ser aquele
Em quem posso confiar?
Será que é de mim
Ou houve amor na paixão?
Ou tu és sempre assim
E 'tou a fazer confusão?

Olhaste para mim
E para as minhas tatuagens
Perguntaste-me o significado
Ou se eram só imagens.

No final daquela noite
Não nos queríamos largar,
Custou um bocado
Até nos conseguirmos afastar.

Pergunto-me porquê,
Mas vou deixar andar...
Vamos lá ver onde é que isto vai parar.

Será que em ti posso confiar?
Será que queres ser o meu par?
Ou és só mais um para usar e descartar?