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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Olhar Fugitivo

Os teus olhos fascinaram-me,
Assim que lhes dei atenção
Mas, sinceramente, nem soube dizer
De que cor é que eles são.

E tentei fixar-me neles,
Com toda a subtileza,
Mas tu fugiste do meu olhar
Como se fosses a minha presa.
Há por aí muita pessoa a combinar a cor da camisa com as botas da/o namorada/o e a combinar a cor dos lençóis da cama com as cuecas da/ amante, em vez de combinarem o respeito com o amor da primeira e não dar sequer importância à segunda.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Bela Adormecida do Séc. XXI

Fica deitada na cama, durante horas, à espera que o rapaz por quem ela tem um fraquinho lhe responda à mensagem, enquanto ele anda por aí, numa discoteca qualquer, a embebedar as 3 fadas madrinhas. Quando ele, finalmente, lhe responde, já a noite vai a meio e a Bela suplica à mãe para a deixar sair, mas acabam por se zangar e ela fecha-se no quarto, a pensar que a sua mãe é mesmo uma bruxa malvada.
Há pessoas que dizem que é melhor ficares com a vida que conheces em vez de aproveitares uma oportunidade que não sabes se irá ter futuro... Tudo bem. Não vejo mal nenhum nisso! ... Mas será que não te vais arrepender? Mesmo que corra mal, não é mais satisfatório saber que, ao menos, tentaste? Pensa nisso!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vazio

Cortam-te da vida deles, sem qualquer aviso... Uma pessoa que te dizia tanto e, agora, nem uma palavra troca contigo! Questionas-te se está tudo bem, se fizeste algo de errado, se podes, ao menos, despedir-te... Mas ignoram as tuas mensagens. És bombardeado, todos os dias, com fotos, frases, vídeos dessa pessoa. E tu passas por todos eles, gostas de um ou outro, mas não te pronuncias mais que isso. Não há muito mais que possas fazer. Há que deixar as pessoas irem embora, se é isso mesmo que elas querem... Lentamente, as saudades tornam-se num vazio. Vazio esse que, mais tarde ou mais cedo, irá ser substituído por outra pessoa. É assim que as coisas funcionam... A menos que essa pessoa volte! A esperança é a última a morrer.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Era tudo tão mais fácil quando eu não sentia nada (ou fingia que não sentia).

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Uma coisa que me deixa logo furiosa, e depois triste mas, ainda assim, expectante: deixarem-me pendurada.
Dizerem que me ligam ou que me dizem algo, ou combinarem algo comigo e, depois, não dizerem ou não aparecerem...
É assim que a magia COMEÇA a morrer...
Não gosto de me sentir a reserva, ou o plano B de ninguém (e acho que ninguém gosta).
Só para deixar claro... Também não sei o que aconteceu ou se aconteceu alguma coisa... Mas... Só para avisar de que não gostei!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E tenho sempre tantas perguntas a fazer-lhe...
Por exemplo, por que é que o coração dele bateu a mil depois de me beijar?
Por que é que ele olha sempre para mim e sorri, mas nunca me diz nada?
O que é que raio ele vê nos meus olhos?
E por que é que ele é tão carinhoso e está sempre a dizer-me que sou bonita, e está sempre a levar-me para locais que o deixam calmo, ou onde ele viveu grandes pedaços da sua história, e onde ficamos abraçados, quietos e a confessar um ao outro que não nos apetecia sair dali, nem que o mundo estivesse a acabar?

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dizes para não me apaixonar por ti... Logo depois de me dizeres que me adoras; que o mundo podia desabar e ficarmos só nós os dois, naquela cama; que o tempo podia parar...
A minha pergunta é: dizes para não me apaixonar... Porque é isso que te está a acontecer, não é?
"O que somos nós?", perguntas, e respondes logo de seguida: "Amigos com benefícios. Com uma relação pendente.".
Tu queres-me. Dás-me todos os sinais disso.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Reviravolta

Peço desculpa às pessoas que estão mais perto de mim
Pelo arco-íris que deito pela boca, em quantidades sem fim.

Sei que costumo ser perversa,
E não o vou deixar de ser,
Mas, por favor, escutem só
O que vos tenho para dizer:

Decidi meter conversa
Às tantas da madrugada,
Depois de uma night out com a Jess
Que acabou por não dar em nada.

Com sono, embriagada,
E já com pouca dicção,
Comecei a sentir curiosidade
E isso fez confusão.

Em coisa de poucas horas
E já estava fascinada.
Ele sentiu o mesmo
E fomos sair, assim do nada.

No segundo em que o vi,
Nem pude acreditar.
Senti logo vontade
De o beijar, de o abraçar.

E não daquela forma
Apaixonada e  forniqueira,
Mas sim como se fosse
Uma actividade rotineira.

Ele é do graffiti, damn!
E eu sou do breakdance.
Quanto mais olhava para ele,
Mais só via romance,

Mais horas passaram
E mais eu queria estar com ele,
Escrever no braço dele,
Levar-vos a conhecê-lo.

Ironia do destino,
Encontrámos a Jess nesse dia.
Ele sempre simpático
E ela só acenava e ria.

Mais tarde, nesse dia ele deu-me as mãos,
Fosse outro qualquer e eu tinha-lhe dado um não.

Mas, não sei qual a razão,
Porque eu devia ter flippado
Mas deu-me a sensação
«Este é o meu próximo namorado.»

A Jess acha isso fofo.
Se é ou não, nem quero saber!
Ele não conhece metade de mim
E eu não guardo metades por dizer.

Posso até estar a sentir,
Mas demoro anos a mostrar.
Só o facto de ter deixado
Já devia dar que pensar.

«Não é altura para pensar
Mas sim para sentir.»
Diz-me a Jess, contente
Por me ver a redescobrir
Uma parte de mim,
Que pensava já estar extinta.
E que agora se enche de promessas feitas
Por uma nova visita.